Furtos em empresas em Portugal estão a tornar-se uma preocupação crescente. O mais recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI 2025) confirma uma realidade que muitos gestores já começam a sentir no terreno.
Apesar de Portugal se manter como um dos países mais seguros da Europa, os dados apontam para uma tendência clara: a criminalidade geral aumentou 3,1% em 2025, totalizando 365.802 participações, enquanto o furto, nas suas várias formas, se mantém como a tipologia mais representativa no conjunto da criminalidade patrimonial.

Fonte: Relatório Anual de Segurança Interna 2025
O que diz o RASI 2025
De acordo com o RASI 2025, o furto continua a ser o crime mais praticado em Portugal e integra a categoria de crimes contra o património, que representa 50,5% da criminalidade participada.
O relatório mostra também que:
foram registadas 365.802 participações criminais, mais 10.924 do que em 2024;
os distritos de Lisboa e Porto continuam entre os territórios com maior pressão criminal;
o furto por carteirista subiu para 7.443 ocorrências, com maior incidência em zonas urbanas e turísticas.
Embora parte da atenção pública se concentre na criminalidade violenta, o dado operacional mais relevante para empresas e instalações é outro: o risco mais frequente continua a estar no crime oportunista, na intrusão, na subtração de bens e na exploração de vulnerabilidades físicas. Esta leitura é consistente com o peso estrutural dos crimes patrimoniais no RASI.
Porque este tema interessa às empresas
Quando se fala em furtos, muitas pessoas pensam primeiro em habitações. No entanto, empresas, armazéns, instalações técnicas, escritórios, unidades industriais e espaços logísticos estão igualmente expostos.
O aumento dos furtos empresas Portugal exige uma abordagem mais estruturada à segurança física nas organizações.
Na prática, os incidentes podem envolver:
intrusão fora do horário de funcionamento;
furto de equipamentos, ferramentas, mercadoria ou combustível;
acesso indevido a áreas reservadas;
perda de controlo sobre entradas, chaves, cartões ou credenciais;
falhas de vigilância que impedem a deteção atempada ou a recolha útil de prova.
O impacto real raramente se limita ao valor do bem furtado. Muitas vezes há também interrupção operacional, perda de confiança, exposição de informação e necessidade de investimento corretivo urgente.
O verdadeiro problema nem sempre é a ausência de meios
Em muitos casos, o problema não está apenas em “ter ou não ter câmaras” ou “ter ou não ter alarme”. Está na forma como a segurança foi pensada.
É frequente encontrar situações como:
câmaras mal posicionadas;
zonas críticas sem cobertura;
iluminação insuficiente;
acessos sem controlo eficaz;
sistemas instalados sem lógica de risco;
ausência de procedimentos internos claros.
Ou seja: o risco não decorre apenas da existência de ameaça. Decorre, sobretudo, da combinação entre ameaça, vulnerabilidade e falta de controlo.
Como reduzir o risco de furto numa empresa ou instalação
A redução do risco começa antes da instalação de equipamentos. Começa com avaliação.
Uma abordagem séria deve incluir:
avaliação de risco físico;
análise de perímetro, acessos e pontos vulneráveis;
definição técnica de CCTV, intrusão e controlo de acessos;
regras operacionais para colaboradores, visitantes e prestadores;
supervisão da implementação para garantir que a solução instalada corresponde ao risco real.
Isto é particularmente importante porque muitos furtos não resultam de ataques sofisticados. Resultam de falhas simples, repetidas e previsíveis.
O que o RASI deve significar para quem gere instalações
O RASI 2025 não deve ser lido apenas como estatística. Deve ser lido como sinal de gestão.
Quando o furto continua a ser o crime mais comum em Portugal, isso significa que empresas e organizações não devem encarar a segurança física como um tema acessório ou apenas reativo. Devem tratá-la como parte da gestão do risco operacional.
A proteção eficaz de uma instalação não depende apenas de equipamentos. Depende da capacidade de avaliar vulnerabilidades, definir prioridades e construir medidas coerentes com a realidade do local.
Como a RiskControl pode ajudar
A RiskControl apoia empresas na avaliação de risco físico, auditoria de segurança, conceção de soluções técnicas e acompanhamento da implementação.
O objetivo não é vender equipamentos. É garantir que a segurança faz sentido, responde ao risco real e protege efetivamente pessoas, bens, operações e instalações.